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Doenças e sintomas
Confira as doenças, seus sintomas e tratamentos
O coração é o órgão responsável por bombear o sangue para todo o corpo, transportando oxigênio e nutrientes fundamentais para os órgãos e tecidos. Ele é formado por 4 valvas (ou válvulas), tricúspide, pulmonar, mitral e aórtica, que, de forma isolada ou combinada, controlam o fluxo sanguíneo através de movimentos de “abre” e “fecha”.
As valvopatias ou doenças valvares são um conjunto de enfermidades causadas pelo mau funcionamento de uma ou mais valvas cardíacas. Os sintomas são variados: o paciente pode ser totalmente assintomático, ou apresentar cansaço, falta de ar, desmaios e dor no peito.
O diagnóstico pode ser feito clinicamente, por meio da ausculta do coração, mas é confirmado com exames complementares de imagem, como o ecocardiograma (um ultrassom do coração).
O comprometimento das válvulas cardíacas pode ser ocasionado em decorrência de doenças congênitas, doenças degenerativas ou como uma manifestação secundária à febre reumática, mais prevalente no Brasil e outros países em desenvolvimento.

As doenças valvares são divididas em:
- Insuficiência valvar: a valva doente não fecha adequadamente, permitindo que o sangue retroceda, ao invés de avançar.
- Estenose valvar: a valva acometida não abre corretamente, gerando impedimento parcial à passagem do sangue.
- Dupla lesão valvar: a valva doente simultaneamente perde a capacidade de abrir e fechar adequadamente.
Tratamento
Tratamento cirúrgico
O tratamento da doença valvar varia de acordo com o tipo de valvopatia e grau de evolução da doença. As opções de correção cirúrgica podem ser divididas entre plastia e troca valvar:
- Plastia valvar: reparo da valva através de técnicas que conservam o tecido e estruturas originais do órgão.
- Troca valvar: quando degeneradas ou muito calcificadas, a substituição das valvas originais é recomendada. Podem ser utilizadas próteses biológicas ou metálicas, cada uma com indicações e cuidados específicos.
Conheça as principais técnicas cirúrgicas para a correção das válvulas:
Cirurgia cardíaca convencional
Realizada através da abertura do osso esterno, um osso localizado no centro do tórax. A cirurgia é segura, mas o tempo de recuperação pós-operatória pode variar de 30 a 90 dias, tempo necessário para cicatrização do esterno e retorno do paciente às suas atividades habituais.
Cirurgia cardíaca minimamente invasiva
Realizada através de pequenas incisões no tórax e com auxílio de instrumentos cirúrgicos especiais e vídeo-toracoscopia. Possibilita a redução do tempo de recuperação do paciente e acelera a sua recuperação funcional, com retorno precoce às atividades sociais e ao trabalho.
Cirurgia cardíaca robótica
É uma modalidade dentro da cirurgia cardíaca minimamente invasiva que merece destaque, pois alia tecnologia, segurança e eficácia. Esta modalidade utiliza-se do Robô daVinci Xi para visualizar e manipular o coração, sob o comando do cirurgião e com apoio de sua equipe. Os resultados demonstram eficácia e segurança a curto e longo prazos com uso desta técnica.
Tratamento
Tratamento endovascular
O tratamento endovascular consiste na abordagem dos vasos sanguíneos de forma menos invasiva e agressiva. É realizado através da introdução de cateteres e dispositivos (cateterismo) nos vasos do corpo e guiado com o auxílio de raios-x, que geram imagens do procedimento em tempo real.

Conheça as principais abordagens endovasculares para o tratamento das doenças valvares:
Tratamento Percutâneo
O TAVI (sigla em inglês para transcatheter aortic valve implantation) é uma opção de tratamento para a estenose aórtica. Consiste na troca da valva aórtica, sem necessidade de qualquer abertura na cavidade torácica ou uso de circulação extracorpórea.
É um procedimento que pode ser direcionado principalmente para pacientes acima de 75 anos, considerados inoperáveis ou de alto risco (pacientes sem condições clínicas para se submeter a um procedimento cirúrgico).

Dispositivos
O implante de um dispositivo (como o MitraClip® e o PASCAL Precision®) substitui a necessidade de procedimentos cirúrgicos invasivos nos casos de insuficiência mitral degenerativa ou funcional. O dispositivo é inserido no coração através da veia femoral, um vaso sanguíneo da perna, e uma vez implantado, aproxima os folhetos valvares, proporcionando um fechamento adequado dos mesmos. Assim, permite que o coração bombeie sangue de maneira mais eficiente, aliviando os sintomas decorrentes da valvopatia em questão e melhorando a qualidade de vida do paciente.
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